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Shein busca IPO em Londres: documentos confidenciais apresentados

A gigante do fast fashion pode realizar a maior oferta da década em Londres. Entenda os detalhes!

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Emblema da Shein em shopping de Cingapura 4/4/2024 REUTERS/Edgar Su/Arquivo

A famosa varejista de moda online, Shein, deu mais um passo crucial rumo ao IPO ao apresentar documentos confidenciais às autoridades britânicas. As informações são de fontes bem informadas sobre o assunto.

Embora o timing de uma oferta pública inicial ainda seja incerto, a previsão é que a listagem possa avaliar a poderosa marca de fast fashion em impressionantes £ 50 bilhões (US$ 63,3 bilhões), conforme relatado pela Bloomberg.

Entretanto, vale destacar que a iniciativa não garante um IPO iminente. As fontes indicam que, apesar da ambição de buscar uma listagem no segundo semestre deste ano, a confirmação para avançar ainda depende da aprovação do regulador de valores mobiliários chinês.

Por sua vez, representantes da Shein e da Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido se abstiveram de comentar sobre o assunto. A Reuters já havia levantado anteriormente a questão da solicitação de listagem confidencial da Shein.

Um IPO da companhia representaria uma grande vitória para Londres, que desde o início deste ano viu muitas empresas migrando suas listagens primárias para Nova York. A entrada da Shein poderia ajudar a recuperar parte do valor de mercado perdido e revitalizar o cenário financeiro britânico.

No recente debate da Bloomberg, a secretária de negócios Kemi Badenoch e o parlamentar do Partido Trabalhista Jonathan Reynolds discutiram a possível listagem da Shein. Reynolds, que se reuniu com executivos da empresa, reiterou que a listagem no Reino Unido garantiria a adesão a padrões regulatórios britânicos. ‘Se eles operam aqui, devemos regular suas ações a partir do Reino Unido’, afirmou.

Por outro lado, Badenoch expressou preocupações em relação ao uso das brechas fiscais pela Shein e levantou questões sobre práticas de trabalho na China, evidenciando a necessidade de uma maior transparência.

Além disso, a Shein está ciente do crescente escrutínio sobre questões ambientais, sociais e de governança (ESG). Para tal, nos últimos anos, contratou um novo chefe global de ESG, focado em melhorar a sustentabilidade e a imagem da marca.

Com sede em Singapura e origem na China, a Shein voltou suas atenções para Londres após a expectativa de que sua proposta de IPO em Nova York não fosse aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.

A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) possui a autoridade para rejeitar pedidos de IPO se considerarem que isso não beneficiar os investidores.

Recentemente, a empresa também se tornou alvo das novas regras da União Europeia que visam coibir conteúdos online prejudiciais e ilegais, incluindo a venda de produtos falsificados. A Shein declarou que está alinhada com os objetivos da comissão e reafirmou seu compromisso em cumprir as regulações pertinentes.

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